O alto índice de subnotificação da violência contra as mulheres
- Ana Mete a Colher
- 13 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
A subnotificação de violência contra as mulheres no Brasil foi de 98,5%, 75,9% e 89,4% para as violências psicológica, física e sexual, respectivamente. É o que aponta estudo publicado por pesquisadores da UFMG, da University of Washington (EUA) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que estimou a subnotificação da violência contra as mulheres no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) para o Brasil e as unidades federadas.
A violência psicológica foi a mais subnotificada em todos os estados brasileiros. Além disso, os estados das regiões Norte e Nordeste foram os que apresentaram maior percentual de subnotificação. Em Minas Gerais, o índice de subnotificação para violência psicológica foi de 98,5%.
O alto Índice de Subnotificação de casos no Brasil é também um dos dados inéditos do Mapa Nacional da Violência de Gênero: de acordo com a pesquisa, mais de 60% das brasileiras que sofreram violência doméstica e familiar não levaram os casos às delegacias.
A subnotificação de casos de violência doméstica e familiar é uma preocupação significativa, não apenas no Brasil, mas em muitos países ao redor do mundo. A falta de denúncia pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo o medo de represálias, o estigma associado à violência, a dependência econômica, entre outros.
Esse fenômeno ressalta a complexidade em lidar com a violência de gênero, pois os dados oficiais podem não refletir totalmente a extensão do problema. É fundamental abordar as barreiras sociais, culturais e econômicas que impedem as vítimas de denunciar e buscar ajuda.
Por isso, o enfrentamento da violência contra as mulheres requer uma abordagem multifacetada, que inclua a conscientização pública, o fortalecimento das leis e instituições, além do suporte às vítimas para que sintam confiança em relatar os casos.
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