O abusador não é (somente) o cara que te ataca em um beco escuro na calada da noite
- Ana Mete a Colher
- 1 de jan. de 2024
- 1 min de leitura
Essa constatação pode ser bem desconcertante, mas é fundamental reconhecer a complexidade dessa questão para que a gente possa enfrentá-la adequadamente.
Sim, é um tanto perturbador concluir que agressores de mulheres, incluindo e, sobretudo, aqueles envolvidos em violência sexual, não são apenas figuras monstruosas que espreitam em becos escuros com uma faca. Na realidade, muitas vezes são homens comuns que estão presentes em nossas vidas diárias, como pais, amigos, tios, irmãos, avós e colegas de trabalho.
Um dos aspectos mais desafiadores é que, em muitos casos, os agressores de mulheres não exibem características óbvias que os identifiquem como perpetradores de violência. Eles podem parecer pessoas comuns, até mesmo pessoas bem-sucedidas, respeitadas e bem relacionadas. Essa discrepância entre a imagem externa e as ações ocultas torna ainda mais difícil detectar ou prevenir a violência.
Além disso, é importante destacar que muitos agressores têm relacionamentos próximos com suas vítimas. Eles podem ser pais, parceiros íntimos, familiares ou amigos íntimos. Essa proximidade e familiaridade complicam ainda mais a situação, pois torna mais difícil para as vítimas identificarem os sinais de abuso, denunciarem ou romperem com o ciclo de violência.
Reconhecer que agressores de mulheres são homens comuns é uma parte crucial para enfrentar e combater a violência de gênero de forma eficaz.
O que você pensa sobre isso?




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