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Criando crianças feministas

  • Foto do escritor: Ana Mete a Colher
    Ana Mete a Colher
  • 29 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Hoje vim falar sobre um assunto que eu acho muito legal e que tenho conversado com muitas amigas mães: como criar filhas e filhos sob uma perspectiva feminista.


Eu não sou mãe, mas acredito na potência da educação como ferramenta de transformação da realidade. E isso começa desde o berço.


Mas como fazer isso na prática?


Vou elencar alguns passos que algumas mães que conheço consideram importantes:


1. Como pais e mães feministas, é importante questionar as expectativas de gênero e permitir que nossas crianças explorem uma ampla gama de interesses e atividades, independentemente de serem consideradas "adequadas" para meninos ou meninas.


2. Um aspecto essencial da criação de crianças sob uma perspectiva feminista é a promoção da igualdade nas tarefas domésticas. Envolva seus filhos em atividades domésticas desde cedo, sem distinção de gênero. Ensine-os a arrumar a cama, lavar a louça, limpar o ambiente e a colaborar nas tarefas diárias.


3. Ao escolher histórias, livros e filmes para suas crianças, busque por narrativas inclusivas e diversificadas. Procure obras que apresentem personagens femininas fortes e independentes, que não estejam limitadas a papéis estereotipados.


4. Desde cedo, é fundamental ensinar às crianças sobre consentimento e respeito mútuo. Explique que ninguém tem o direito de tocar em seus corpos sem permissão e que o mesmo se aplica aos outros.


5. Certifique-se de que seus relacionamentos, seja com seu parceiro(a) ou com outras pessoas, sejam baseados em igualdade e respeito. Demonstre diariamente a importância de ouvir, validar e apoiar uns aos outros.


6. Apresente suas filhas e filhos a mulheres que se destacam em várias áreas, como ciência, política, arte, esportes, literatura, entre outros.


Recomendo muitíssimo o livro da autora Chimamanda Ngozi Adichie, feminista e autora nigeriana, que fala exatamente sobre isso e foi escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina.


E você, mãe ou pai, o que gostaria de acrescentar nessa lista?

 
 
 

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